quinta-feira, janeiro 27

Pai

Hoje faz uma semana...
Uma semana e a saudade já está apertando de um jeito que fica difícil até pra respirar. Sei que já passei muito mais tempo que isso longe, sem nem ligar pra dar oi, mas dessa vez é diferente.
Dessa vez eu não vou chegar em casa e te ver rindo.
Não vou ouvir tu reclamando que quase não me vê.
Sinto falta até da briga que não vou ter mais contigo.
Porque tu não vai estar lá quando eu chegar, nem quando eu sair, nem se eu gritar bem forte que eu te quero aqui bem perto de mim e que só tu pode resolver meus problemas, ou dizer "é... realmente, não sei o que tu faz"

Sabe que eu tenho sentido raiva... das pessoas na rua, principalmente dos velhos... pq eles estão ali e tu não.
Com tanta gente ruim nesse mundo. E tu não...

Não quero mais pensar nisso, sei que é errado e tudo mais... mas é involuntário...
As pessoas tendem a ficar melhores depois que morrem... acho que pra ti não funcionou essa regra. É que eu sempre te achei tão bom, que não tem
como melhorar.

Quando pensei em escrever, queria algo mais solido, mas não consigo... só essas coisas sem nexo...

sinto muito a tua falta
quero acreditar que tu ta melhor agora



Cuida bem de todo mundo aqui em baixo agora tá? Principalmente dessa tua filha destrambelhada, que sempre te amou muito, e vai continuar amando pra sempre e sempre e sempre... Pq tu bem sabe, que a chance desse carro sair da estrada é grande.


Te amo!
incondicionalmente (pq incondicional só pai e mãe)

Você experimenta a solidão na sua vida e lamenta a falta de pessoas. Quantas vezes você se perde em você mesmo porque não tem alguém ao seu lado para lhe dizer "faça assim", "vá por esse caminho". E o que você mais precisaria, era alguém que olhasse nos seus olhos e lhe ajudasse a tomar a decisão certa.
Pe. Fábio de Melo

domingo, janeiro 2

domingo, novembro 21

21-11-2010


Palavras para preencher o vazio dos meus dias... palavras belas, soltas, aleatórias e minhas. Sem versos rimados e medidos. Jovens na liberdade da juventude, em seus velhos dias....
Palavras para enfeitar meu céu esfumaçado, verão gelado num inverno quente. tormentos batendo na porta incisivamente, são fragmentos de uma mente louca.
A vida permanece sem coerencia, mas eu a leio bem, depois de tudo que cerca o vazio de uma tarde sem vento.
As letras ainda formam palavras, embora sem sentido, entretanto, das notas ainda sai alguma melodia.

quarta-feira, setembro 22

o fundo



Será mesmo que eu tenho um fundo (sem segundas interpretações)? Hoje, mais que nos outros dias, eu estou me sentindo tão vazia. Muita carne, muitos ossos, me sinto feita com arame farpado, ou com uma cerca elétrica, dessas que dão choque ao menor toque. O que ta no fundo, quando ta, não tem descrição, não é palpável. É um amontoado de coisas miseráveis, bizarras e extraordinárias, como as coisas que encontramos em um circo: acrobacia, bicho maltratado, tristeza de palhaço, mágica para sobreviver, fantasias para existir, um caos de mascaras e risos, esperando um único aplauso.
E se eu cair do trapézio? Alguém diria que eu preciso de cuidados. Mas e se eu ficar lá, balançando de um lado para o outro? Ninguém vai saber da minha tortura, dos meus medos, da minha eterna roleta-russa, nada. E eu vou estar com uma roupa, cheia de lantejoulas, com um reboco na cara. Perfeito. Nem remédio, nem cuidados, só aplausos.
E se eu tenho medo do trapézio? (por mais que eu me alimente do frio na espinha, quando passo de uma barra para outra) é isso então?
No fundo, bem no fundo, eu sempre soube que a vida é essa coisa assim, estranha, meio capenga.
Eu serei condenada ao paredão dos infelizes, se não disser que é um grande espetáculo?
Não importa se o leão está velho e nem ruge mais. Se as piadas do palhaço soam muito mais tristes que seu sorriso desenhado. Se a pipoca está velha, murcha e fria.

Sob a grande lona, só vale a alegria!
ALEGRIA!

Vamos comprar nossos ingressos e dar uma bela gargalhada!!
Dentro do meu picadeiro tem um canto escuro, onde eu posso me vestir de Krika, e esperar que o atirador de facas não erre.
No fundo, no fundo, só tem uma coisa: tudo não passa, de um espetáculo decadente, chamado - Vida.

sábado, agosto 28

Mutiladores

Nós não cabemos nesses caixotes! Nesses mesmos, que nos forçamos a entrar. Somos fatiadores, educados desde sempre para mutilar, auto-mutilar e sermos mutilados. Assim funciona a máquina, nos dizendo o que devemos cortar (em nós mesmos e nos outros). E somos bons nisso!! Cortamos aquilo que os outros não podem ver, não podem ouvir... Aquilo que não podemos dizer. Nos cortamos!

Pedaços que não cabem, não produzem, e que não levam pra lugar nenhum. Somos convencidos pelo medo da "existencia ameaçada", de que precisamos nos valorizar mais, para assim como um terreno, podermos nos vender. E para sermos valorizados precisamos estar nos conformes, então, com uma precisão incrivel, vamos lá e "ploft" cortamos o que não tá no contexto.
Se cortar virou mais que um dever, uma necessidade, que embora horrenda, é cultuada como arte!! E no contexto da flexibilidade, vem o fio da lâmina, "vc é radical demais", "vc precisa ser mais normal", "desse jeito vc não vai a lugar nenhum", "vc precisa ser mais..." "vc não pode ser assim"
Pois é... precisamos antes de qualquer outra coisa "ser mais", mas não ser mais qualquer outra coisa.

Dá pra entender?

Só que a gente fracassa! E esse foi o maior fracasso da humanidade: mutilar-se!
Simm, nós nos retalhamos, e assim também produzimos sempre o mesmo tipo de reação: Homens encaixotados, cortados e furiosos! Mulheres, encaixotadas, cortadas e revoltadas!!

E temos em nós cada gota de revolta, contra essa grande faca que NÓS mesmos passamos na gente! Nós fazemos, reproduzimos... e logicamente, cabe a nós dar um fim.
É uma faca cega, surda e muda. Nos diz que nossos pensamentos não valem nada. Que não estamos do "jeito certo". Essa faca surda, sem alteridade... retalhou nosso tempo, nossas relações, nosso mundo.
MEUU mundo, meu corpo!!

E ela só existe porque afiamos ela todos os dias, nas palavras, no pensar, ou no não pensar, ou pensar desse jeito, condicionado, ensinado a ser mutilador.

NÓS A REPRODUZIMOS NOS OUTROS!!!


Eu me revolto, mas não adianta nada...
Um brinde então! À resistencia de cada um de nós, daqueles que fogem, que se entristecem, que lutam e que morrem... ou àqueles que suportam, e vivem como loucos. À resistencia do corpo que grita contra a indiferença de si mesmo. Que grita destruindo tudo por dentro do "eu" que se desconhece.

sexta-feira, agosto 27

Brincando de Pedreiro

O desejo do que ainda não temos, é algo que chega a escapar do poder de se segurar com as duas mãos. A tarefa de querer reinventar as coisas, de domar o que não é certo, é realmente dificil, é como escrever certezas a lápis num guardanapo de papel.
Podemos dizer então, que durante todos os dias de nossas vidas aprendemos a construir momentos, em meio às incertezas, e junto deles construímos as pessoas.
A maior verdade disso tudo que chamamos de "caminho", talvez seja o fato de que não importa muito se a construção exige tempo, mão de obra ou um milhão de tijolos, o que realmente importa é o cimento (ou seja lá o que "cola")
Não importa o tamanho daquilo que construimos, se é uma mansão ou uma casinha de cachorro, que pode usar alguns dias ou anos...
Cansa facil quem cria demais, e varias vezes, cansa quem usa muito tijolo, mas faz pouco caso da "colinha" entre eles. Cansa quem sempre espera ver tudo cair a sua frente a ainda assim não aprende que o segredo da obra é o laço, é o nó de consolidação.
O que perdura é ter acabamento simples e puro. É se empenhar em mais de uma mão para construir, sabendo dividir o sentimento, sabendo ser mistura e se salvando do tempo (que é um teste para a atenção e a comodidade).
O tempo é um recurso do destino (pra quem acredita nele) e seleciona, não quem merece amar, mas quem ousa. Quem ousa ser o que realmente é, não se diminuindo na primeira chuva, por saber que a liga da argamassa (agora me disseram o que cola os tijolos) é forte e resiste. Ousa quem sabe reagir às palavras, quem se arrisca a perder o sossego, a sentir as náuseas desse barco em mares de estranhos. Ousa quem acredita que há amor suficiente no mundo, quem ainda gosta de cafuné. Ousa quem assume o poder dado a nós, por seja lá o que rege esse universo, de nos descobrirmos, seja na falta, na urgência, na carencia ou paciencia da espera.
E assim se constrói o amor, não se limitando ao numero de construções e tentativas, mas também não se limitando ao "ser amado". Se constrói o amor, sabendo ser companheiro, diante desse sol que nasce cada dia de obras em uma das empresas mais ricas desse mundo: o coração.

sábado, agosto 21

Scars - Elegeion

Cicatriz

Cada vez que vejo meus olhos em meu reflexo
Não posso deixar de estar desapontada pelo que sou
E sempre que sinto minha pele quebrar no metal
Isso me ajuda a ficar calma e calma eu preciso ficar

Cicatrizes em minha pele
Cicatrizes em meu coração
Cicatrizes em minha alma
Lembrando-me de mim
Cicatrizes em minha pele
Cicatrizes em meu coração
Cicatrizes em minha alma
Lembrando-me de mim
E se eu deixar você entrar
Você me rasgará em pedaços

Cada vez que me sinto sozinha e esquecida
Tenho de acreditar em algo como anjos para respirar
E cada vez que vejo a minha dor batendo no ritmo
Preciso ficar em silêncio, no silêncio onde escondo o meu medo

Cicatrizes em minha pele
Cicatrizes em meu coração
Cicatrizes em minha alma
Lembrando-me de mim
Cicatrizes em minha pele
Cicatrizes em meu coração
Cicatrizes em minha alma
Lembrando-me de mim
E se eu deixar você entrar
Você me rasgará em pedaços

Então abraçe-me, envolva-me em seus braços, não deixe-me cair novamente
Ensine-me, então não terei mais nada para aprender de você
Minha dor não é boa o suficiente para a minha fé em você?
Minha dor não é boa o suficiente para a minha fé em você?

Então abraçe-me, envolva-me em seus braços, não deixe-me cair novamente
Ensine-me, então não terei mais nada para aprender de você
Minha dor não é boa o suficiente para a minha fé em você?
Minha dor não é boa o suficiente para a minha fé em você?


terça-feira, junho 22

A volta do filho pródigo

"Não se ama aquilo que não se conhece. Não se esquece daquilo que se ama!"

Diz que sentiu saudade e que, de agora em diante, sempre vai sorrir ao me encontrar, diz que não vai mais me deixar ir embora e que vai me dar a paz que tanto preciso. Diz que vai estar comigo o tempo todo, e que eu vou saber disso sempre... Segura minha mão e diz que não vai deixar nada ruim acontecer, diz que eu estou agindo como uma besta e que está na hora de crescer. Diz que cada coisa ruim que acontece é sinal de uma boa que está por vir...
Promete não me deixar sozinha. Promete que eu vou conseguir confiar em ti tanto quanto antes.
Porque, convenhamos, a coisa aqui ta dificil!


terça-feira, maio 18

Um brinde a Calhordagem!

Quero aproveitar a ocasião que estamos todos reunidos aqui, como bons amigos e hipócritas que somos, e gostaria de lhes dizer que para mim já basta desse negócio de "glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens de boa-vontade", ok? E também aproveito para mandar todo mundo tomar no cu! Obrigado!

http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=53144625


sacou?
¬¬

sexta-feira, abril 30

O Vicio da Tristeza

"Eu nem sei porque me sinto assim/ Vem de repente um anjo triste perto de mim"
(Via Láctea - Legião Urbana)


Tristeza é algo que vem de dentro de nós, anda com a gente, tá sempre ali, pra qualquer coisa que aconteça que venha a nos deixar tristes. Ela aflora (bem boiola oh) dentro do nosso corpo, e aparece, como se tomasse conta, nos dominasse, nos guiasse e, consequentemente, mandasse em nós.
A gente que faz a tristeza, então temos o "poder" de aumentar ou diminuir o grau dela, claro que isso nunca é de propósito, é sem perceber e, denovo, é a tristeza tomando conta e nos dominando!
Todos tem motivos para ficar tristes, o que diferencia é o modo de encarar, tem pessoas que fazem uma proteção dentro de si, onde põe toda a tristeza que couber, trancam-na lá, bem escondida, bem guardada... pra ser resolvida em um outro momento entende? Vira uma represa de tristeza, e vai enchendo, vai enchendo...
Então quando algo racha a proteção da represa, ou quebra a redoma, é como uma inundação de tristeza pra todo o resto do corpo, uma tristeza acumulada...
Isso acaba se tornando um vicio, não, "vicio" não é a palavra, o que eu quero dizer é que isso passa a ser frequente, até o ponto onde você já não consegue esconder mais, se torna um "triste em evidencia" o tempo todo, acontece sempre, qualquer coisinha, por minima que seja, lá está a tristeza, mostrando a cara... se espalhando.
Pra alguns, se torna fonte de prazer. Um prazer oculto, até mesmo para eles.

-> Parte cientifica:
Quando estamos tristes, nosso corpo libera certos tipos de "hormonios", substancias ou como queiram chamar, o mesmo acontece quando estamos alegres... Alguem que passa muito tempo triste, por exemplo, no momento que fica alegre e produz uma substancia "desconhecida", o corpo reage, sentindo FALTA da antiga substancia... O corpo sente falta da tristeza... sacam?
-> Acabou a parte cientifica

Aí o vicio da tristeza!

segunda-feira, abril 19

Postagem antigonaaaa

Revirando gavetas atras do meu cartão de crédito acabei achando uma folha com um texto muuito antigo, ele provavelmente já foi postado aqui, mas não estou com paciencia de procurar agora... e bem... ninguem lê essa birosca aqui mesmo, então faço o que bem entendo!

À quem lê para me conhecer

Bem que eu poderia escrever mil coisas pra vocês (sempre na espectativa de haver um "vocês") lerem e falarem:

-Nossa, como ela escreve bem
-Que texto deprimente
-Que burrona

Mas essa é minha vida, nada planejado, nada pré pensado, se você acha que me conhece, se engana, pois acho que ninguem na verdade sabe quem sou eu, o que eu já fiz, e outras incognitas que sobrevoam minha vida.
Bem, eu achava que todo o ser humano tinha o direito de escolher o que pensar, o que fazer, das coisas que gosta, de andar com quem quer que seja, de escolher a religião, a música, e o que mais me deixa pensando mesmo, é o que diz no estatuto dos homens, onde diz que "todo o ser tem o direito de ser feliz". Quando eu era criança, achava que tudo o que estava na minha volta era bom, que todos me amavam e queriam o meu bem, mas quanto mais conheço as pessoas, mais eu gosto dos cães... que atacam as pessoas! Pois são as pessoas que não conseguem ver nada além de si mesmas, quando você me olha, consegue ver o que? Acha realmente que me conhece??
Se a sua resposta foi "sim" então o sino soou, BLÉÉÉÉÉÉ resposta errada!
Voce não me conhece, você não sabe quem eu sou e não sabe do que eu sou capaz. Eu sou louca? Louco é você, que vive sua vida pacata e monónona achando que está agradando a todos. Fique sabendo que tenho muitas faces e cada uma é totalmente diferente da outra, se te amo hoje, amanhã posso te odiar, se eu te odeio, talvez um dia possa te amar, e fique sabendo que foi você mesmo que me ensinou a ser assim, a viver de uma forma inesperada.
Eu só aviso que não mudei, continuo a mesma, talvez com algumas modificações, talvez para ti, possa ser boa ou ruim, depende de como você agiu comigo e saiba que apesar de eu ser a pessoa que sempre esquece das coisas, ultimamente minha mente tem andado muito apurada e eu me lembro de tudo que me fizeram!
Saiba que eu passo as noites pensando, e tendo minhas loucuras, como uma delas, nessa noite... E escrevo isso, pois tenho andado meio pensante e sem muitas pessoas pra falar.
(essa parte ainda é verdade)
Para finalizar saiba que hoje eu estou alegre, chorando, possivelmente sem um coração
(essa parte foi adaptada pra hj) , com raiva, com vontade de te perdoar e, ao mesmo tempo, de te amaldiçoar para o resto da vida, pois eu sei que tu ri de mim pelas cosatas e tudo que tu fala pela frente, faz o oposto quando não estou presente, então eu te digo:
Junte-se ao meu clube, e brinde comigo, pois de tanto tentar fazer com que eu fique triste, você conseguiu; Então... tim-tim... um brinde ao desgraçado que está lendo isso, pois tu um dia vai apodrecer por fora (já que por dentro é caso perdido) e eu vou rir eternamente saboreando um drink ao som de uma musica qualquer!
Até mais meu... "GRANDE AMIGO"
(algum dia de 2005/6)



Acredito que minha mãe imprimiu isso e guardou na esperança de conseguir me internar Oo
Texto bizarro pra caramba!!!

domingo, abril 18

Procura-se amigo

-> nem precisa ser perfeito, basta que seja amigo mesmo...


Talvez colocando nos classificados apareça alguma coisa ¬¬'

domingo, fevereiro 28

GOOD NEWS

Vejam bem, ontem (sábado) a minha televisão resolveu dar a louca e SÓÓÓ pegar a rede tv...
Aí vc se pergunta "mas onde estão as 'good news' daí??"

então...

depois de 657498456498 jornais (na rede tv mesmo) falando do terremoto de 8.8 no Chile, depois de um de 7.alguma-coisa no japão, e tragédia seguida de tragédia, vem a propaganda:

"veja hoje, as 21h... GOOD NEWS!"

pensei na hora, "poxa que legal, nunca tinha visto um canal fazer isso, colocar as noticias ruins mas também fazer um programa SÓÓÓ com noticias boas..."
Se vc parar pra pensar, realmente, é uma ideia ótima... veja só TODOOOSSS os canais q vc colocar vai ver jornal falando de qtas pessoas morreram, qtas estão desaparecidas, ou do assassinato, ou mesmo da pobre de uma criança que jogaram do 6º andar e eles te enchem taaaaanto o saco com aquilo que vc fica até com raiva da criatura!

Pois bem, fiquei esperando o jornal começar...

Tamanha foi minha decepção quando acabou o programa...

Descobri que tinha passado UMA HORA, vendo uma mulher dando receita de como fazer uma moqueca capixaba e como eram feitas as panelas de barro!!!!!!!


Tudo bem que tem acontecido muita coisa ruim, não só no Brasil, como no resto todo do mundo... mas é IMPOSSIVEEEEEELLLL que as unicas boas noticias sejam essas???
Oras que falem da criança que conseguiu um doador e agora vai passar pelo menos alguns anos a mais por aqui!!! (sejamos realistas)
Do periquito da vizinha que continua vivo, embora sem uma asa!!
Da unha do pééé que cresceu seeem encravar!!

Poww será que tá tão dificil mesmo de achar uma noticia boa??
(indignada mode: on)

terça-feira, janeiro 12

Sr. Arnold

Já faz um tempinho que ele faleceu... mas achei hj no blog do vagão do humor ( http://vagaodohumor.blogspot.com/ ) um troço sobre ele bem legal...

lembro que a ultima vez que falei com o seu Arnold foi no aniversario de 77 anos dele, quando ele disse q não estava fazendo 77 anos, mas que era uma criança, de 7
e mais 7 anos... e ia ser pra sempre assim...

Arnold Coimbra era o mais velho cartunista ativo daqui de rio grande, e era sem duvida uma das pessoas mais MAIS que eu já tive o prazer de conhecer...

"Quando se fica velho, volta-se a ser criança. Com as rugas, não me importo, pois elas não dizem nada, apenas me demonstram o quanto já vivi. E, sinceramente, viver é a melhor coisa que existe para se fazer por aqui. Por isso, temos que aprender a reclamar menos para poder aproveitar da melhor forma o que a vida pode nos dar de bom".
(Arnold Coimbra)

sexta-feira, dezembro 18

8-)

O suicida é um ator em pelo menos dois sentidos. Primeiro: aquele que age, aquele que executa uma ação. Segundo: aquele que atua, aquele que cria uma farsa. Todo suicida precisa pensar em um desenrolar da história, ápice e morte do personagem, reação do público e nos elementos do cenário. Ele é seu próprio diretor e espera que este seja o seu último espetáculo.


[Triiiiiiimmmmmmmmmmm...]

Quantos dos suicidas podem imaginar o ridículo do seu ato? Um conjunto gestual tantas vezes executado, provavelmente das mais diferentes maneiras possível. E é exatamente o sujeito depressivo, aquele que tem extremo asco do cotidiano, que irá executar um dos grandes cotidianos da sociedade.


[Triiiiiiimmmmmmmmmmm...]

O ridículo de se matar. Todo suicida precisa quebrar uma grande barreira – a da auto sobrevivência - para colocar a sua apoteose em prática. Se é católico, será recebido no inferno pelo pecado de tirar a própria vida. Se é ateu, acha que vai desaparecer, voltar a ser pó de estrela. Se é espírita, voltará como um inseto ou outra forma de vida, a fim de melhorar seus níveis kármicos.


[Triiiiiiimmmmmmmmmmm...]

Então vamos supor que eu sofra de depressão. Conseguem imaginar? Tenho a sensação de que sou a causa de todos os problemas do mundo. Sinto a garganta queimar e as glândulas lacrimais sensíveis. Entra o VT em preto e branco - eu apenas atraso a vida deles, sou o máximo de medíocre que alguém pode ser. Vou trabalhar a vida inteira, chegando em casa e gastando o resto do tempo em filmes e internet, ver meus amigos aos fins de semana, até envelhecer e morrer. Não quero isso, eu não sirvo para nada, só faço as pessoas infelizes (ou as faço feliz e sigo na minha infelicidade). Não, isso é apenas um mal-estar bioquímico do meu cérebro. Não! Eu realmente não sirvo para nada. Tela preta, texto em off – a depressão ficou verossímil? Não?


[Triiiiiiimmmmmmmmmmm...]

Continuando, nessa crise depressiva eu resolvo cometer um suicídio. Começo a planejar os detalhes. Plot: guria na sala com overdose de remédios para dormir. Desenrolar da história: acordo, cumprimento todos, saio para facul, vou e volto quando já tiverem saído. Tomo os remédios e espero. É quarta-feira, dia que ninguem ta em casa a noite a não ser eu, e que a vizinha vai a uma reunião demorada. Cenário: a sala. Um ambiente comum e associado com a união familiar. Uma contradição interessante: uma morte em que se crê que a pessoa não recebeu atenção o suficiente, concretizada onde qualquer um da casa tem acesso - e o paradigma diversão-morte. Será que meus pais voltarão a usar a sala novamente? Será que mudarão de casa? Seria bom, eles vivem reclamando mesmo. Pelo menos o meu fim vai servir para alguma coisa. Nesse dia eu apenas resolvo me matar, sem realizar a decisão, porque a crise passa logo após eu chegar em um ambiente público e as pessoas começarem a puxar assunto comigo. É como se por alguns momentos me tivessem tirado de um quarto escuro.


[Triiiiiiimmmmmmmmmmm...]

É provável que na próxima crise eu resolva de fato concretizar a minha vontade e a execute nos dias consecutivos.


[Triiiiiiimmmmmmmmmmm...]

Finjo que vou na casa de alguém e dou uma volta pelo quarteirão. A farsa dentro da farsa ritual do suicídio. A cada passo, ouço os comprimidos do remédio para dormir batendo uns nos outros. É uma cadência de samba triste. Será que sempre ficamos mais poéticos nesses momentos? Chego em casa e me enfio no banheiro (porque somos ensinados que o suicidio começa no banheiro). Me olho no espelho e me encaro algumas vezes. Como pode algo assim estar vivo? Como as pessoas me suportaram até agora? Encho a mão esquerda em concha com comprimidos, enfio todos na boca e começo a mastigá-los. São amargos como a existência. Vou em direção à sala. O coração disparado, as pernas moles. É como se mil surdos rebombassem dentro de mim. Volto... Esqueci de pegar minha carta esquecida. “A carta”, uma das coisas mais importantes. Queria estar com ela toda amassada e rabiscada, dar trabalho para decifrarem minha última mensagem. Será que conseguirei mudar o mundo de alguem com o que está escrito nela? Será quê...minhas pernas ficam fracas demais para me sustentar de pé. Caio de lado. (Devo estar parecendo um peixe, penso.) Sinto o sono mais pesado da minha vida. Morro. Morro no lugar errado. Antes de chegar no meu palco-aquario. Morri na coxia. O que era para ser apenas ridículo, foi pior. Por mastigar os comprimidos - e muitos deles -, tive uma parada cardíaca – foi muito mais rápido do que esperava. Pelo menos concretizei o objetivo final do plano. Enquanto isso, a secretária gravava algum recado.


[Olá, você ligou para ****-****, no momento não podemos entender...biiiip.]

sexta-feira, setembro 25

A Menina que gostava de explicar

Era uma menina que gostava de inventar uma explicação para cada coisa.
Explicação é uma frase que se acha mais importante do que a palavra.
As pessoas até se irritavam, irritação é um alarme de carro que dispara bem no meio de seu peito, com aquela menina explicando o tempo todo o que a população inteira já sabia. Quando ela se dava conta, todo mundo tinha ido embora. Então ela ficava lá, explicando, sozinha.
Solidão é uma ilha com saudade de barco.
Saudade é quando o momento tenta fugir da lembrança pra acontecer de novo e não consegue.
Lembrança é quando, mesmo sem autorização, seu pensamento reapresenta um capítulo.
Autorização é quando a coisa é tão importante que só dizer "eu deixo" é pouco.
Pouco é menos da metade.
Muito é quando os dedos da mão não são suficientes.
Desespero são dez milhões de fogareiros acesos dentro de sua cabeça.
Angústia é um nó muito apertado bem no meio do sossego.
Agonia é quando o maestro de você se perde completamente. Preocupação é uma cola que não deixa o que não aconteceu ainda sair de seu pensamento.
Indecisão é quando você sabe muito bem o que quer mas acha que devia querer outra coisa.
Certeza é quando a idéia cansa de procurar e pára.
Intuição é quando seu coração dá um pulinho no futuro e volta rápido.
Pressentimento é quando passa em você o trailer de um filme que pode ser que nem exista.
Renúncia é um não que não queria ser ele.
Sucesso é quando você faz o que sempre fez só que todo mundo percebe.
Vaidade é um espelho onisciente, onipotente e onipresente. Vergonha é um pano preto que você quer pra se cobrir naquela hora.
Orgulho é uma guarita entre você e o da frente.
Ansiedade é quando faltam cinco minutos sempre para o que quer que seja.
Indiferença é quando os minutos não se interessam por nada especialmente.
Interesse é um ponto de exclamação ou de interrogação no final do sentimento.
Sentimento é a língua que o coração usa quando precisa mandar algum recado.
Raiva é quando o cachorro que mora em você mostra os dentes.
Tristeza é uma mão gigante que aperta seu coração.
Alegria é um bloco de Carnaval que não liga se não é fevereiro.
Felicidade é um agora que não tem pressa nenhuma.
Amizade é quando você não faz questão de você e se empresta pros outros.
Decepção é quando você risca em algo ou em alguém um xis preto ou vermelho.
Desilusão é quando anoitece em você contra a vontade do dia.
Culpa é quando você cisma que podia ter feito diferente, mas, geralmente, não podia.
Perdão é quando o Natal acontece em maio, por exemplo.
Desculpa é uma frase que pretende ser um beijo.
Excitação é quando os beijos estão desatinados pra sair de sua boca depressa.
Desatino é um desataque de prudência.
Prudência é um buraco de fechadura na porta do tempo.
Lucidez é um acesso de loucura ao contrário.
Razão é quando o cuidado aproveita que a emoção está dormindo e assume o mandato.
Emoção é um tango que ainda não foi feito.
Ainda é quando a vontade está no meio do caminho.
Vontade é um desejo que cisma que você é a casa dele.
Desejo é uma boca com sede.
Paixão é quando apesar da placa "perigo" o desejo vai e entra.
Amor é quando a paixão não tem outro compromisso marcado. Não. Amor é um exagero... Também não. É um desadoro... Uma batelada? Um enxame, um dilúvio, um mundaréu, uma insanidade, um destempero, um despropósito, um descontrole, uma necessidade, um desapego? Talvez porque não tivesse sentido, talvez porque não houvesse explicação, esse negócio de amor ela não sabia explicar, a menina.

quinta-feira, setembro 10

Muito prazer, eu sou o "palhaço"

Diz uma história que numa cidade apareceu um circo e que entre seus artistas havia um palhaço com o poder de divertir, sem medida, todas as pessoas da platéia e o riso era tão bom, tão profundo e natural que se tornou terapêutico. Todos os que padeciam de tristezas agudas ou crônicas eram indicados, pelo médico do lugar, para que assistissem ao tal artista que possuía o dom de eliminar angústia.
.
Um dia, porém, um morador desconhecido tomado de profunda depressão procurou o doutor. O médico então, sem relutar, indicou o circo como o lugar de cura de todos os males daquela natureza, de abrandamento de todas as dores da alma, de iluminação de todos os cantos escuros do nosso jeito perdido de ser. O homem nada disse, levantou-se, caminhou em direção à porta e quando já estava saindo, virou-se, olhou o médico nos olhos e sentenciou: "Não posso procurar o circo... aí está o meu problema: eu sou o palhaço".

terça-feira, setembro 1

Pra te ver feliz (Para: Pabli)

Pra te ver feliz, pinto com giz de cera todo o cinza do teu dia fazendo ficar mais colorido, mais ensolarado. Encontro aquarela suficiente pra pintar todo o céu com a tua cor favorita. Troco luneta por algo que traga lá de cima todos os teus sonhos. Faço caleidoscópio pra observarmos estrelas e inventar constelações bem no meio do dia. Pra te ver feliz faço um bilhão de planos mirabolantes para camuflar tudo de ruim que pode estar acontecendo, pra driblar a inevitável rotina. Pra te ver feliz, te distraio com minhas realidades fantásticas enquanto os furacões da vida normal passam longe de nós.

Pra te ver feliz... Deus sabe o que estou disposta a fazer, e se ainda te perguntas o porquê, recomendo que pense um pouquinho. Perdi a conta da infinidade de vezes que entrei no MSN afim de chutar o balde, de fugir de tudo aquilo que me incomoda, afim de xingar bastante alguém, de "acabar com a noite/dia" de alguém... Aí chego lá e tu vem toda toda, do jeito que tu é mesmo, fala umas besteiras, me da uns puxões de orelha e quando vou me dar conta, já nem sei o porquê de não ta feliz...

Pabli a mais de um ano tu me agüenta... Isso já te faz uma pessoa fora do comum, e se a gente não tivesse se conhecido, tu continuaria sendo uma pessoa fantástica (mesmo não tendo que me agüentar). Tu é única, insubstituível, boiolinha, etc. etc. etc.

Tu me ensinou a gostar dessa musica... Agora sooooofra as conseqüências, sugiro que ouça ela algumas vezes (comigo funciona), mas tem q ser na versão acústica... É melhor!!

Lenine - Paciência

Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
A vida não para

Enquanto o tempo acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora vou na valsa
A vida é tão rara

Enquanto todo mundo espera a cura do mal
E a loucura finge que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência
O mundo vai girando cada vez mais veloz
A gente espera do mundo e o mundo espera de nós

Um pouco mais de paciência
Será que é o tempo que lhe falta pra perceber
Será que temos esse tempo pra perder
E quem quer saber
A vida é tão rara (Tão rara)

Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Mesmo quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não para (a vida não para não)

Será que é tempo que me falta pra perceber
Será que temos esse tempo pra perder
E quem quer saber
A vida é tão rara (tão rara)

Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei,a vida não para (a vida não para não... a vida
Não para)

quinta-feira, agosto 20

Dia de Sorte

(será feito em tópicos)

- Acordei as 9 com o pai mandando lavar a louça de ontem
- Relogio tava atrasado, demorei pra ir tomar banho
- Levei bronca do pai por ter chegado atrasada na loja
- Ele me mandou pagar contas na lotérica
- Coloquei um tenis e fui
- Tava frio
- Frio e chovendo
- O Tenis que coloquei era um all star
- Fiquei com os pés molhados fazendo aquele barulho q ninguem aguenta
- Parei de sentir minha mão esquerda que estava fora do bolso com as contas
- Cheguei na lotérica tava lotada, a fila ia até a calçada (na chuva)
- Passou uma velha com o guarda-chuva, me esquivei se não ela levaria meu olho junto
- Bateu um vento o guarda-chuva saiu da mão da mulher e bateu em quem?
- EM MIMM!!!
- Continuei na chuva
- Consegui pagar as contas
- Vindo pra casa, virei uma esquina, um cara com o guarda-chuva não me viu e bateu com o guarda-chuva em mim (PELA SEGUNDA VEZ EM MENOS DE UMA HORA)
- Meu tenis desamarrou, abaixei pra amarrar UMA MULHER TROPEÇOU EM MIM
- Muito puta da vida levantei sem amarrar porra nenhuma
- Passou um caminhão bem perto da calçada e me molhou toda do pescoço pra baixo
- Comecei a cogitar a ideia de me jogar na frente do primeiro carro que passasse
- Passei na frente de uma padaria e vi um bagulho q eu não comia a muito tempo, resolvi comprar
- Estava frio
- Sem gosto
- Meio verde por dentro
- Só fui ver isso depois da primeira mordida
- Junto com tudo isso comi papel
- De tudo, acho que o papel foi o que menos me fez mal
- Cheguei em casa com a maior cara de caneca da minha vida
- Meu pai pergunta "Como tu pode ser tão burra de deixar carro te molhar assim, e as pessoas te baterem com os guarda-chuvas"
- Entrei em casa, troquei de roupa
- NÃO SAIO MAIS HOJE
- Sinto que é capaz de o telhado cair em cima de mim
- DEFINITIVAMENTE HOJE NÃO É MEU DIA DE SORTE!


(e não são nem 4h ainda)

domingo, agosto 16

O que é normal?

É normal tentarmos nos adaptar, nos encaixar, fazer parte de um "grupo". Então vivemos pensando o quão "normal" somos...
Mas como em toda comparação, é necessário ter uma base, um padrão para se comparar

A real pergunta é: o que é normal?
E indo mais fundo: Quem ou o que define o que é normal?

O conceito de normal muitas vezes é subjetivo e super relativo aos padrões da maioria. A PESSOA NORMAL É AQUELA QUE SEGUE OS PADRÕES DA MAIORIA!

"uma mentira, de tanto ser diluida, acaba se tornando verdade!"

Seria a normalidade (ou o comportamento normal) um conceito de uma sociedade hipocrita?

A não muito tempo, enchiam-se navios com supostos doentes mentais e os deixavam no mar, a deriva... Até que todos morressem! O motivo pra tal atitude, fora as crenças da epoca, era o medo... O simples fato dessas pessoas não serem capazes de pensarem de acordo com as tendencias socio/politicas dessa epoca. Pensando ainda mais perto no tempo, temos a historia da dizimação de diversos tipos de "minorias" de "diferentes" invocada pelo olhar ariano no nazismo

Podemos concluir que nossas verdades são absolutamente mutáveis, e dependem dos objetivos vigentes da época, que para a grande maioria, essas verdades constituem uma forte referencia e significancia interna. Sendo assim podemos verificar o quanto o ser humano funciona por verdades construidas!

As verdades que nos modelaram podem não ser totalmente eficientes, e sempre aparecerão as falhas dentro dos esquemas propostos, por mais herméticos que pareçam ser...

Tema do Forum dia 01/08/09 escrito por: Krika ;)